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Renault está de olho nas mulheres

08/11/2018 | Só para elas

Não é de hoje que as montadoras descobriram que apostar em inovações e acessórios na concepção de novos veículos pensando no público feminino pode trazer resultados mais que positivos para a imagem da marca e, principalmente, na planilha de vendas. Isso porque elas representam 40% dos consumidores que hoje compram automóveis no Brasil, segundo um estudo apresentado pela Renault. Também é delas parte do poder de decisão na compra de um veículo no mercado de alto luxo, por exemplo, índice que chega a 89%.

 

A diretora de produto da Renault para as Américas, Maristela Castanho, liderou uma pesquisa para entender a relação das mulheres com o automóvel. Realizada com mulheres residentes em São Paulo, o estudo mostrou que a autonomia delas está diretamente ligada à questão financeira, principal fator que decide pela preferência e compra de um carro, objeto que a mulher considera integrante do universo de necessidades básicas, ao lado do trabalho, salário, casa e saúde.

 

“A relação da mulher com o carro é diferente da do homem: enquanto ele pensa num veículo como objeto para se impor ou instrumento para aventura, ela encara o carro apenas como uma ferramenta para a mobilidade”, disse a diretora.

 

Ela revela que as mulheres jovens lideram as compras de veículos em seu gênero e elas são mais jovens que a maioria dos homens consumidores de carros: uma média de 39 anos para elas contra 43 anos para eles. A executiva diz ainda que 22% das clientes têm mais de 50 anos contra 36% dos homens. “Falta mulher consumidora nessa faixa de idade, mas acredito que essa média será igual a dos homens em 10 ou 20 anos.”

 

Para o presidente da Renault no Brasil, Olivier Murguet, “a importância da mulher nos diversos âmbitos da sociedade é um movimento natural que vem crescendo e ganhando força, como profissionais e como consumidoras”. O executivo exemplifica dizendo que sim, a Renault faz carros para as mulheres, “se não, perderia metade das vendas”.

 

Entretanto, por enquanto não há planos da montadora em realizar alguma ação dedicada às mulheres, como fez em 2002 com a versão limitada Clio O Boticário 1.0 sedã (foto), lançada com itens pensando nelas, como bancos com tecido aveludado (que não desfia as meias) e espelho no quebra-sol do motorista. O carro virou um bom negócio: o modelo voltou a ser produzido na versão 1.0 e 1.6.

 

DETALHES DELAS POR ELAS

 

Na pesquisa, as mulheres se mostraram mais atentas ao ambiente interno e design do produto e revelaram que apreciam sim carros bonitos, o prazer de dirigir e as facilidades das tecnologias. Para a diretora de produto da Renault, entender os conceitos do mundo feminino vão ajudar as montadoras a criar carros mais funcionais para as necessidades delas e, ao mesmo tempo, melhorar um produto que também é feito para o homem. “É uma questão de tempo as montadoras integrarem opções para melhorar o produto final, principalmente nos aspectos que envolvem conforto e a segurança, itens que são os mais importantes para o público feminino.”

 

Há algumas particularidades que a executiva destacou e que permanecem sem resposta para a relação mulher x automóvel, como a preferência delas por carros compactos: “Não há nenhum dado absoluto que justifique essa preferência e isso dentro da Renault é um fato: 55% das pessoas que compram o modelo Clio são mulheres, entretanto, a participação delas na compra do Duster (SUV) está na faixa de 40% a 43%. Na compra de outros modelos na mesma faixa de preço do Duster a presença delas é bem menor. Acredito que essa é uma consequência de outros fatores, mas esta não é uma situação perene.”

 

Para ela, a mudança da preferência das mulheres por este ou aquele segmento mudará na mesma proporção do aumento de seu conhecimento sobre carros. “Uma mulher que comprou um veículo 1.0 hoje, daqui a alguns anos, avaliará qual será a vantagem de trocar por um veículo 1.6, e os estudos mostraram que elas são mais propensas a gastar mais por mais conforto, por mais eficiência enquanto produto.”

 

Para a executiva, uma mulher que adquire um veículo de porte grande, como um utilitário esportivo, dificilmente voltará a ter um carro compacto. “Acredito na tendência de crescimento da participação das mulheres nos segmentos maiores e mais modernos.”

 

Outra questão levantada por ela é que além do carro e sua performance outros serviços podem aumentar o índice de fidelidade da cliente à uma marca, como o pós-venda. “Tudo que facilite a vida da mulher é um business, porque a relação dela com o carro é maior com o serviço que ele presta do que com o produto em si.”

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